Você já imaginou alguém interessadíssimo no seu serviço, mas enfrentando barreiras só para acessar sua landing page? Isso acontece mais do que deveria. Segundo a pesquisa sobre barreiras de acessibilidade em sites brasileiros, nada menos que 99% dos sites no Brasil têm obstáculos para pessoas com deficiência. Essa realidade, infelizmente, deixa muita gente do lado de fora. E, quando se fala em landing pages, impactos em conversão e reputação ficam ainda mais claros.
Incluir é vender mais, mas também é respeitar.
Neste artigo, compartilho práticas reais e diretas para tornar suas páginas acessíveis, aproveitando cada elemento do design e do conteúdo.
Por que acessibilidade em landing pages faz diferença
Antes de qualquer passo, pense em quem pode acessar sua página: um possível cliente usando leitor de tela, alguém com daltonismo, quem navega só pelo teclado. São públicos que merecem atenção e oferecem novas oportunidades de negócio. Apesar do crescimento do uso da internet no país, a Pesquisa Acessibilidade Digital 2024 mostrou que só 2,9% dos sites brasileiros são realmente acessíveis. Uma estatística incômoda e, ao mesmo tempo, uma chance de se destacar da multidão.
Além da questão ética, garantir acessibilidade amplia o alcance da sua mensagem, melhora posicionamento em buscadores e até evita problemas legais. Serviços de criação de páginas mais conhecidos até oferecem recursos para acessibilidade, mas poucos costumam entregar soluções completas, experiencia real para usuário e integração simples com outros requisitos de design moderno, como já notei em comparações práticas com diferentes ferramentas do mercado.
Entenda o básico: principais barreiras de acessibilidade
- Contraste inadequado: textos e botões sem contraste dificultam leitura para quem tem baixa visão ou algum grau de daltonismo.
- Imagens sem descrição alternativa: pessoas com deficiência visual dependem de leitores de tela, que só interpretam a imagem se houver um texto associado.
- Elementos não navegáveis por teclado: muita gente usa TAB para se movimentar na página. Se componentes não forem acessíveis por teclado, boa parte do público fica sem interação.
- Estrutura sem hierarquia: títulos, listas e links confusos podem bagunçar toda a experiência, dificultando o entendimento lógico da informação.
Parece básico, mas ignora-se no dia a dia de criação de páginas. Aqui entre nós, já perdi conversão em campanhas por não pensar nisso desde o início. A boa notícia é que, com pequenos ajustes, dá para mudar esse cenário rapidinho.
Boas práticas para garantir acessibilidade em landing pages
Construa um layout limpo e responsivo
Um layout simples, com espaçamentos adequados, reduz distrações e facilita o uso por todos. Elementos muito juntos confundem a navegação, principalmente para quem depende de recursos assistivos.
- Mantenha menus e botões grandes, claros e separados.
- Evite fontes muito pequenas. Prefira tamanhos adaptáveis para diferentes telas e necessidades.
- Certifique-se de que todo conteúdo seja responsivo, adaptando-se a celulares, tablets e computadores, pois muitos usuários dependem dessa flexibilidade.
Use cores com contraste adequado
Cores bonitas chamam atenção, mas sem contraste suficiente, a comunicação fica comprometida. Existem ferramentas online gratuitas para verificar contraste, inclusive algumas integradas em plataformas de criação de páginas, mas nem todas fazem a checagem em tempo real ou sugerem paletas automaticamente. Isso faz diferença na agilidade.
Neste artigo sobre como usar cores para melhorar a conversão das suas landing pages, você entende a relação entre contraste, conversão e acessibilidade.
Cor bonita é aquela que todos conseguem enxergar.
Escreva descrições alternativas para imagens
Imagens sem descrição são “invisíveis” para leitores de tela. Sempre inclua o atributo alt com uma frase curta e descritiva. Nada de detalhes técnicos demais: pense em como você resumiria em uma frase o que está sendo mostrado naquela imagem.
- Se for decorativa, basta um alt vazio (alt=""), para não distrair.
- Se for conteúdo relevante, descreva o que ela comunica ao usuário.
Dê atenção à navegação por teclado
Tudo na sua landing page deve ser acessível com TAB, Enter, Espaço e setas do teclado. Teste cada campo, cada botão. Às vezes, um simples formulário impede alguém de concluir uma ação só porque não foi configurado para navegação por teclado.
- Use elementos HTML nativos sempre que possível: <button> ao invés de links estilizados, por exemplo.
- Evite “armadilhas de foco”. Ou seja, não prenda o usuário em um único componente sem conseguir sair usando o teclado.
- Garanta ordem lógica nas paradas de foco (sequência do TAB).
Estruture os conteúdos corretamente
Use títulos (h1, h2, h3), listas e parágrafos seguindo uma hierarquia real, não só para efeito visual. Isso ajuda leitores de tela a explicar o conteúdo para o visitante, além de ajudar no SEO.
Links devem ser descritivos. Nada de “saiba mais” genérico: diga para onde o link leva. Por exemplo, esse artigo sobre UX e UI Design para criar experiências de usuário memoráveis mostra formas de estruturar as informações para beneficiar acessibilidade e envolvimento.
Pense na legibilidade sempre
Evite jargões em excesso, textos longos e frases enroladas. A leitura objetiva favorece todos – especialmente quem usa sintetizador de voz ou tem dificuldades cognitivas. Às vezes, simplificar uma frase vale mais do que qualquer ajuste visual sofisticado.
- Dê preferência a frases curtas.
- Quebre blocos de texto em parágrafos menores.
- Use listas para facilitar o escaneamento visual.
Inclua CTAs acessíveis
CTAs (chamadas para ação) precisam ter contraste, texto descritivo, ícones e funcionarem por teclado. Explore técnicas como abordado em estratégias de chamadas para ação em landing pages, lembrando de alinhar acessibilidade com conversão.
Testes e pequenos ajustes finais
Não confie só na aparência durante seu processo de criação. Faça testes reais usando apenas o teclado, aumente o zoom, leia com leitores de tela instalados no computador ou mesmo no celular.
- Verifique se todos os botões e campos conseguem ser acessados com TAB.
- Peça para outra pessoa testar, de preferência alguém sem costume com a página. Opiniões sinceras trazem insights que passam batido na correria do dia a dia.
Existem validadores automáticos, como extensões de navegador gratuitos, mas é sempre bom buscar aquela validação humana, que percebe nuances fora do padrão. E aí, muitas soluções prometem diversos recursos, porém, integrar funcionalidades em múltiplos dispositivos, sem exigir conhecimentos técnicos avançados, geralmente é uma experiência limitada em plataformas clássicas do mercado.
Boa acessibilidade traz resultados reais
Quando um visitante percebe que sua página é acessível, ele tende a confiar mais, volta com frequência e recomenda. Não é exagero – aumentar a taxa de conversão passa por facilitar o caminho do usuário, como apontado nesse estudo sobre experiência do usuário e impacto em conversões.
Acessibilidade é parte da experiência. Experiência gera confiança.
Bônus: checklist rápido para revisar sua landing page
Se você chegou até aqui, já percebeu que cada ajuste conta. Para facilitar, deixo um checklist baseado neste artigo sobre construção de landing pages de alta conversão.
- Seu texto tem frases curtas e objetivas?
- Os títulos seguem sequência lógica?
- O contraste de cor está de acordo com as diretrizes de acessibilidade?
- Todas as imagens possuem descrição clara?
- Testou navegação por teclado em todos os campos e botões?
- Os CTAs são acessíveis e descritivos?
- Pediu para alguém de fora revisar sua página?
Conclusão
Garantir acessibilidade em landing pages não é um bicho de sete cabeças, mas sim um processo de cuidado contínuo. É como afinar um instrumento: detalhes fazem toda diferença no resultado final. Ao aplicar as práticas simples deste texto, qualquer página pode alcançar mais pessoas, trazer mais resultados e contribuir para uma internet mais justa. E, para ser sincero, poucas sensações são melhores que saber que seu conteúdo realmente chegou a quem precisava.
