Ilustração de checklist de acessibilidade para landing page em tela de computador

Checklist de acessibilidade para landing pages em setores regulados

Criar landing pages em setores regulados, como saúde, educação, serviços financeiros ou telecomunicações, é um desafio diferente de simplesmente publicar páginas para o grande público. Em minha experiência, essas áreas exigem atenção redobrada às normas de acessibilidade, não só por uma questão de inclusão, mas também pelo risco real de sanções e perda de credibilidade. Isso vai além de cumprir normas legais. É sobre respeitar o direito de todos de acessar informações e serviços, sejam eles clientes, pacientes ou cidadãos.

Por que acessibilidade faz diferença em setores regulados?

Setores regulados seguem regras estritas. Quando penso em acessibilidade, penso em barreiras invisíveis que impedem milhões de brasileiros de acessar conteúdos online. Dados do Ranking de Acessibilidade da Anatel mostram que muitos sites de serviço ainda falham nesse quesito, prejudicando experiência e, em última instância, resultados de negócio.

A legislação brasileira se apoia em normas como a ABNT NBR 17060 e a ABNT NBR 17225, que detalham como adaptar conteúdos e sistemas para garantir que pessoas com deficiência possam navegar, ler, interagir e concluir tarefas sem obstáculos.

Acessibilidade não é só uma questão técnica. É respeito, é diferencial, é valor percebido.

Quando uma landing page é considerada acessível?

Segundo o que já presenciei no mercado, uma landing page é considerada acessível quando pode ser usada por qualquer pessoa, independentemente de limitações físicas, visuais, auditivas, cognitivas ou motoras. Isso significa que textos, imagens, vídeos, formulários e botões devem permitir navegação segura e confortável para todos.

Já vi projetos que subestimaram a acessibilidade, focando só em conteúdo, mas esquecendo detalhes simples, como o contraste de cores ou legendas em vídeos. E foi aí que o retorno do público mostrou a diferença entre “cumprir tabela” e realmente incluir.

Minha visão sobre a construção do checklist de acessibilidade

Pensando em quem trabalha ou presta serviços em setores regulados, montei este checklist prático. Reuni as melhores práticas do mercado e inspirei-me em referências oficiais.

1. Estrutura e semântica bem definidas

Uma estrutura lógica é o ponto de partida. Uso sempre as seguintes recomendações:

  • Elementos HTML semânticos: títulos, cabeçalhos e listas devem ser tagueados corretamente (h1, h2, ul, ol, etc.).
  • Evito excesso de divisões genéricas, como <div> ou <span>, sem função clara.
  • Navegação por teclado: deve ser possível acessar menus, botões e formulários usando apenas as teclas Tab e Enter, sem precisar do mouse.
  • Links descritivos: textos como “saiba mais” ou “clique aqui” não ajudam quem utiliza leitores de tela. Sempre descrevo o destino do link.

Com essas práticas, o visitante com deficiência visual ou cognitiva entende melhor o conteúdo e consegue navegar do início ao fim.

2. Contraste de cores e tamanho de fonte

Pessoas com baixa visão dependem de um contraste satisfatório. Procuro sempre:

  • Garantir contraste mínimo em relação à cor de fundo (no mínimo 4,5:1 entre texto e fundo, conforme padrões internacionais).
  • Testar fontes em dispositivos móveis e desktops.
  • Evitar usar apenas cor para indicar informações (exemplo: usar verde e vermelho como único recurso em gráficos ou alertas).

Um bom contraste faz toda diferença para quem enxerga com dificuldade.

3. Textos alternativos e descrições

Para imagens e gráficos, sempre adiciono descrições adequadas:

  • Usar textos alternativos (alt text) claros, específicos e objetivos.
  • Imagens decorativas podem ter texto alternativo vazio (alt=""), para não atrapalhar leitores de tela.
  • Não repetir a mesma descrição em várias imagens, variando conforme o contexto.

Esse cuidado garante que todos entendam o conteúdo, mesmo sem enxergar as imagens.

Pessoa digitando em teclado de notebook ao lado de ferramentas de acessibilidade

4. Formulários acessíveis e claros

Formulários são frequentes em landing pages. O que costumo implementar é:

  • Rótulos (<label>) sempre atrelados a cada campo.
  • Mensagens de erro apresentadas de modo descritivo, com destaque visual e textual.
  • Destaque de campo ativo para navegação via teclado.
  • Campos obrigatórios sinalizados por texto, não apenas por asterisco.

Formulários mal projetados bloqueiam usuários e impedem conversões. Quando bem feitos, tiram barreiras do caminho.

5. Conteúdo audiovisual acessível

Introduzir vídeos ou áudios tornou-se comum em campanhas online. Toda vez que incluo esse recurso, faço assim:

  • Legendas automáticas ou inseridas manualmente, sempre revisadas.
  • Transcrição disponível para todo conteúdo em áudio.
  • Linguagem de sinais (Libras) obrigatória em setores com regulamentação específica.

Medidas simples que garantem autonomia para quem não ouve ou não vê.

People brainstorming in a work meeting

6. Testes e validações constantes

Não confio só nas primeiras versões que produzo. Sempre recomendo testes regulares:

  • Navegação pelo teclado e uso de leitores de tela.
  • Simulação de deficiência visual (como modos alto contraste e lupa).
  • Revisar periodicamente, adicionando melhorias sempre que possível, principalmente após atualizações de template ou conteúdo.

Dessa forma, evito surpresas negativas, especialmente perto de auditorias.

7. Adaptação à legislação e diretrizes atuais

Os setores regulados vivem sob vigilância constante de agências e órgãos fiscais. Gosto de acompanhar as normativas e diretrizes técnicas que apontam caminhos para implementação digital de acessibilidade. Isso faz diferença, pois o descumprimento pode gerar multas e bloqueios de serviço.

Além disso, rankings anuais divulgados pela Anatel mostram o quanto pequenas falhas se refletem em queda na classificação e na confiança do consumidor.

Checklist prático para acessibilidade em landing pages reguladas

Listo aqui o roteiro que sigo para cada projeto, baseado nas experiências do dia a dia:

  1. Definir estrutura HTML clara e semântica, com títulos e listas bem organizados.
  2. Garantir contraste mínimo entre texto e fundo, respeitando normas internacionais.
  3. Adicionar textos alternativos em imagens e gráficos essenciais para o contexto.
  4. Diversificar formatos de mídia, usando legendas, transcrições e Libras quando necessário.
  5. Facilitar navegação por teclado, destacando campo ativo e botões acessíveis.
  6. Testar formatação de textos e tamanhos de fonte em diferentes dispositivos.
  7. Descrever claramente o destino dos links, evitando genéricos (“clique aqui” etc.).
  8. Publicar política de privacidade clara, especialmente em páginas de coleta de dados (importante aprender mais sobre adequação à LGPD em landing pages).

O papel da acessibilidade no desempenho das páginas

Com o crescimento do uso de landing pages em setores regulados, percebo um avanço na cobrança dos clientes por resultados tangíveis em SEO e taxa de conversão. Quando uma landing page é acessível, ela atinge mais pessoas, cai menos em problemas de rejeição e, muitas vezes, é favorecida por algoritmos de busca.

Já abordei em outro artigo boas práticas para acessibilidade em landing pages, onde aprofundei a relação entre acessibilidade e performance digital. Além disso, sites acessíveis carregam mais rápido, um ponto que também detalhei no conteúdo sobre otimização de tempo de carregamento.

Acessibilidade amplia audiência, reduz barreiras e fortalece reputação.

Cuidados com SEO e acessibilidade: andam juntos?

Na prática, sim. Em muitos projetos de landing pages, aplico um checklist de SEO técnico junto com o checklist de acessibilidade. Itens como meta-descrições, headings bem definidas e textos alternativos para imagens ajudam os buscadores a entender o propósito e o conteúdo da página, ao mesmo tempo em que beneficiam usuários com deficiência.

No dia a dia, vejo resultado quando invisto nessas duas áreas ao mesmo tempo: aumento do tempo médio de permanência, quedas nas taxas de rejeição e, claro, melhoras nas taxas de conversão. O segredo está no equilíbrio e na atenção aos detalhes.

Ferramentas e recursos para ir além

Além das recomendações acima, recorro a bons conteúdos sobre landings pages para me atualizar sobre novidades. Costumo usar simuladores de deficiência visual, extensões de navegador que verificam contraste de cores e validadores de HTML para detectar problemas de semântica. Existem também testes automatizados, mas nada substitui a revisão manual e testes reais com usuários.

Boa acessibilidade nasce do compromisso diário com a inclusão digital.

Conclusão: criar páginas para todos é questão de responsabilidade

Ao longo da minha trajetória, percebi que páginas acessíveis ajudam a atender normas e regulamentos e constroem uma reputação duradoura para empresas, agências e seus clientes. Isso acontece porque, em setores regulados, o erro pode custar caro, e não só financeiramente.

Um checklist atualizado, aliado à vontade genuína de tornar a web mais acessível, é um sinal claro de profissionalismo. Espero que essas recomendações coloquem mais projetos dentro das melhores práticas, mostrando como cada detalhe faz diferença no cotidiano das pessoas.

Pense simples: se não é acessível, não está completo.

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